
João batista, o Precursor
Synaxis de São João, o Batista.
Porque a maior missão de João foi completada no dia da Epifania (Teofania), a Igreja desde tempos remotos dedicou o dia seguinte à Epifania à sua memória. A esta festa também é ligado o incidente com a mão do Precursor. O Evangelista Lucas desejou remover o corpo de João de Sebasta, onde o grande profeta foi decapitado por Herodes, para Antioquia o seu lugar de nascimento. Ele teve sucesso, entretanto, em conseguir e transladar apenas uma mão que foi preservada em Antioquia até o décimo século e que depois disso foi transladada para Constantinopla de onde desapareceu durante o tempo dos turcos. Festas de São João são celebradas diversas vezes durante o ano, mas este dia, 7 de janeiro, tem a maior “Svecara”. (Isto é, aqueles ortodoxos sérvios que honram São João, o batista, como o Krsna Slava – Santo Padroeiro. O Krsna Slava é o dia em que os ortodoxos sérvios comemoram o batismo de seus ancestrais no cristianismo). Entre as personalidades do Evangelho que cercavam o Salvador, João, o batista, ocupou um lugar totalmente único feito pela maneira de sua entrada no mundo como também pela maneira de sua vida no mundo, pelo seu papel em batizar pessoas para a penitência e pelo seu batismo do Messias e, finalmente, por sua trágica saída desta vida. Ele era de tal pureza moral que, em verdade, poderia ser chamado de um anjo (mensageiro) – como as Sagradas Escrituras o chamam – ao invés de um homem mortal. São João diferiu de todos os outros profetas especialmente em que ele teve aquele privilégio de ser capaz, com sua mão, de mostrar ao mundo Aquele de quem ele profetizou. Foi dito que todo ano na festa do santo, o bispo trazia a mão de São João na frente do povo. Às vezes a mão aparecia aberta e às vezes a mão aparecia apertada. No primeiro caso isto significava um frutífero e abundante ano e, no segundo caso, significava um ano infrutífero e de fome.